Douglas Miquelof’s Weblog

O “boom” do mercado mobiliário

Agosto 17, 2008 · Deixe um comentário

É amigo, quem um dia possa ter imaginado que íamos chegar a um ponto, onde nas grandes capitais brasileiras não haveria mais espaços para a construção de moradias, parece estar cada vez mais enganado. Hoje, a cada rua que passamos, é notável uma construção. E aqui vamos falar dos empreendimentos imobiliários para a classe mais aspiracional do momento: a C.

 

São terrenos que nunca tínhamos visto, casas que são derrubadas, etc. O que mais me espanta é que em locais que se construiria uma casa com conforto, constroem-se quatro. Seu espaço? Muitas vezes não passa dos 49m². Ou seja, uma casa com o tamanho e características de um apartamento, pois geralmente são geminadas, parede com parede, diminuindo um pouco a privacidade das famílias. Aí quando o terreno é um pouco maior, inicia-se a construção de um edifício. Dependendo da região o m² construído fica em quase R$ 3 mil.

 

É claro que o fenômeno da aspiração da classe C faz milagres e aqueceu este mercado nos últimos anos. Maior crédito, prazos cada vez mais longos, etc contribuem para isso. Seja por fugir do aluguel, seja por conta do casamento ou até mesmo localização, as pessoas estão mudando, e neste caso, mudando de casa.

 

Dias atrás visitei alguns estandes de vendas na região sul e leste de São Paulo. Demonstrando interesse na compra de uma unidade do empreendimento, conversei com vários vendedores simpáticos, alguns bem treinados, outros nem tanto. A informação que ficou é: cada vez mais as pessoas que moravam de aluguel ou na casa com seus parentes, estão conquistando a liberdade do seu lar.

 

Com toda esta mudança social e comportamental, fico me questionando: esse “boom” imobiliário vai se sustentar até os finais dos seus contratos? Ou seja, daqui a 20, 30 anos? Ou podemos ter um verdadeiro “boom” do ponto de vista desastroso, gerando inflação, e num caso mais extremo, o que aconteceu com o mercado Norte Americano, acontecer por aqui também?

 

Pois bem leitor, tenho meus palpites. Ou fazemos as coisas direito, controlando essa demanda, crescendo sustentavelmente, com responsabilidade da gestão pública e privada, ou podemos degringolar o bom desempenho que estamos arrecadando ao longo dos últimos seis anos.

 

Falamos!

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