Bom, caso não seja de conhecimento de todos, com muito esforço me tornei um piloto de avião! Isso mesmo, piloto privado de avião. Essa é a primeira etapa que todo aspirante a piloto de Boeing, Airbus, Legaxy, etc tem que passar para evoluir na carreira. A permissão é válida para uso sem fim comerciais (aeronaves próprias – que não é o caso, de aeroclubes, amigos, alugadas, etc) e com condições de meteorologia para vôos visuais.
Pois bem, no último dia 06 de maio, depois de realizar o tão esperado vôo de check, somadas às 35 horas de curso prático, aprovado desde o ano passado no curso teórico, dei entrada na papelada junto a ANAC para pegar a tal habilitação. O compromisso no protocolo dizia que ontem, 20 de maio, teria meu tão sonhado CCT (Certificado de Conhecimentos Técnicos) na mão. Passado 15 dias, me dirigi ao GER 4 situado no Aeroporto de Congonhas. Correria na hora do almoço, cronometrado no relógio: 45 minutos da rádio até lá, uns 30 minutos de espera e mais 45 minutos para volta, sem contar R$ 7,00 de estacionamento e o combustível do deslocamento (com o ar-condicionado ligado, que eleva o consumo). Eis, que ao ser atendido começa o tal “caqui-caqui”, “jaquês” e por aí vai. Resumo: depois de 15 dias, minha carteira não estava pronta! Eles não tiveram nem o trabalho de me ligar (e olha que eles têm todos os dados) para avisar que não ficaria pronto. Mas calma, o melhor está por vir: ao perguntar para a atendente (sei lá qual o cargo que se dá pra uma funcionária daquele setor) sobre a data que ficaria pronta, ela responde: “olha, ACHO que até o final de semana, mas não é certeza. Vou anotar um telefone aqui, você liga”. Como manda a educação que minha mãe me deu, respondi educadamente para a mocinha e vim embora “P” da vida. Detalhe, só o processo de pedir esse documento, custa R$ 200,00 de taxas.
Pois bem, isso é só mais um caso da falta de assessoria que temos junto aos órgãos públicos que não respeitam seus consumidores. Fiz uma reclamação no site da ANAC, vamos ver o que respondem (isso se vai responder).
Olho para as pessoas na rua, sem abrigo, e agradeço por estar em uma situação melhor, mesmo assim, temos que valer nossos direitos de cidadãos, até mesmo para que os menos favorecidos pela sociedade individualista que construímos, seja um pouco mais horizontal no futuro.
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