Semana passada ao participar da HSM Expomanagement, na incerteza do tempo chuvoso previsto para a cidade de São Paulo, decidi por utilizar o carro para ir ao evento. Para minha surpresa, no deslocamento que fiz entre o Parque São Lucas até o Expo Transamérica, encontrei vários conhecidos e amigos, ao longo de quase 2 horas para percorrer 36 km.
Em um dos casos, o Gleibson, que estudou comigo na faculdade e hoje é sócio com outros colegas de turma da agência Praytter, sediada em São Bernardo do Campo. O fato é que colocamos os assuntos em dia, visto a morosidade. Ele no carro dele, eu no meu, emparelhados na Av. dos Bandeirantes.
Neste tempo em que discutimos gestão de “tempo”, multi-tarefas, multi-plataformas, otimização, eficiência e eficácia, fica mais claro o quanto o trânsito representa de custo, não apenas para nossas empresas, mas para nós mesmos.
Paremos para pensar. Outro dia a média de velocidade registrada no computador de bordo do carro foi de 19 km/h. Se compararmos ao do transporte público, somente a bordo de ônibus, caímos para 12 km/h segundo pesquisa apontada pelo Estadão em 2008, e que representa uma queda de 50% em relação a 1998. Ou seja, na simples comparação pegar ônibus não vai adiantar. Estamos muito perto de parar literalmente a cidade. Vai ser mais ou menos assim: vamos sair da garagem e parar (rs).
Não me espanta cada vez mais a crescente utilização das motos. Pelo menos, a taxa de ocupação dela é mais democrática, pois ficamos com 50% contra 20% de um carro que leva até 05 ocupantes. Mas fica um alerta para as autoridades que deverão pensar melhor como lidar com a segurança deste novo modelo de deslocamento. Exemplo disso são as condições das ruas que apresentam buracos e outras várias surpresas para as motos, sinalização mal feita e falta de educação dos condutores de todos os tipos de veículos. Talvez uma máxima que apreendi na aviação poderia valer para o trânsito terrestre: todos pelo bem de todos, pois lá no alto não dá pra dar uma paradinha e ver o que aconteceu no caso de um “esbarrão”, por exemplo.